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17 junho 2013

Insurgente, Veronica Roth

ATENÇÃO! Essa resenha contém spoilers de Divergente!

Insurgente
Trilogia Divergente #2
Veronica Roth | Rocco | 509 pg.
"Uma escolha pode te destruir. Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a aguardada continuação da série de distopia que se tornou o novo fenômeno do disputado mercado Young Adult após Jogos Vorazes, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor. Dividida entre a verdade e magoar aqueles que mais ama. Com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos, Divergente é a próxima grande franquia nos cinemas, com estreia prevista para março de 2014."
Não sei se você leu a minha resenha de Divergente, mas se leu, certamente percebeu a minha ansiedade para ler Insurgente. Pois é. Eu o li. Mas antes de você saber o que eu achei que tal saber um pouco mais sobre o que se passa nesse segundo livro da trilogia?

Insurgente começa onde Divergente terminou, com Tris, Quatro, Marcus, Caleb e Peter indo para a Amizade em busca de abrigo. Eles o conseguem, mas, como a Amizade não tolera violência e, como sabemos, a Audácia praticamente não consegue viver sem, Tris e Quatro decidem sair da facção antes de se meterem em confusão e acabarem ferrando todo mundo.

Como sabemos, a cidade está um caos. Graças à destruição da Abnegação e a tirania da Erudição, as demais facções se viram tendo de tomar partido na luta pelo poder e pela liberdade. Até os sem-facção entram nessa, mas não irei me aprofundar nisso, pois se não acabarei soltando algum spoiler. Enfim, depois de presenciar o assassinato de vários membros da Abnegação e depois de ter matado seu melhor amigo, Will, Tris não consegue nem chegar perto de uma arma e acaba pondo sua vida e a de todos ao seu redor em risco por causa disso. Desesperada e com um certo “pensamento suicida” na cabeça, Tris põe em risco sua vida sempre que pode, o que acaba deixando Quatro louco e fazendo com que os dois discutam sem parar o livro INTEIRO. Sem falar que o fato de ambos esconderem coisas um do outro não ajuda muito.

Com a Erudição querendo acabar com os Divergentes e tentando controlar todos os moradores da cidade, os membros restantes da Abnegação e da Audácia (pelo menos aqueles que não viraram a casaca) se vêm obrigados a pedir ajuda para os membros da Franqueza, mas estes, covardes demais para enfrentar uma boa briga, se mostram relutantes em ajudar com exceção de oferecer abrigo, assim como a Amizade. Sem ter a quem recorrer, eles precisam confiar em si mesmos para vencer essa batalha, mas segredos enigmáticos e traições assombram o coração e a mente dos envolvidos, o que torna tudo muito mais difícil e perigoso.

Sim, eu pirei de novo lendo esse livro. O fato de Tris visitar as demais facções me deixou completamente atenta as descrições que a autora fez e, em suas excursões para a Amizade, Franqueza e Erudição (sem contar Audácia e Abnegação), eu me vi com os olhos pregados nas páginas do livro contente pela oportunidade de me aprofundar mais nesse universo criado pela Veronica. Particularmente eu amei a sede da Amizade, deve ser muito linda, e adorei o fato de a entrada do prédio da Erudição ser uma biblioteca <3

A única coisa que me deixou com um pé atrás em relação ao livro e que me fez cogitar em dar um 4 em vez de um 5 foram todas as discussões entre a Tris e o Quatro, sem falar que esse “pensamento suicida” da Tris fez com que ela fizesse cada burrada que, nossa! Mas o Quatro também não se safa nesse quesito, puta que pariu! De qualquer modo, dei um 5 porque achei que a história merecia, apesar disso.

Nesse segundo volume temos a oportunidade de conhecer outros personagens e de nos aprofundar mais ainda nos antigos, conhecendo-os melhor e até mesmo entendendo-os de uma forma que não conseguiríamos se dependêssemos só do primeiro volume para isso. Um exemplo claro foi o Peter, que, apesar de continuar um idiota, me surpreendeu bastante no desenrolar da história (se bem que eu desconfiei que aquilo iria acontecer, mas tudo bem, foi uma surpresa mesmo assim).

Outra coisa que me deixou bastante surpresa foi o rumo que a história tomou para o terceiro e último volume da trilogia, não suspeitava que aquilo iria acontecer, na verdade, nem sequer tentei imaginar o que a autora estava programando para o próximo livro, foi uma surpresa, realmente, mas uma surpresa boa, pois a premissa para o terceiro livro parece ser ótima e estou torcendo para que a autora não desande com a história, afinal, merecemos algo digno.

Falando da autora, não posso deixar de comentar o quão perfeita foi a sua narrativa nesse livro, incrível! Até parece que ela nasceu para escrever. Eu, pessoalmente, amo a escrita da Veronica e, independente dos livros que ela vir a escrever, pode acreditar que irei lê-los, vale a pena só pela escrita fenomenal que ela tem.

O final do segundo livro, assim como o do primeiro, foi “bombástico”, fazendo com eu me revirasse na cama só de pensar no quanto falta até eu poder ter o terceiro livro em mãos. Veronica abusando de mim, até quando?

Trilogia Divergente:
[1.1) Free Four]
2) Insurgente
3) Allegiant

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