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30 junho 2013

O Cálice de Fogo, J. K. Rowling

ATENÇÃO! Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores!

O Cálice de Fogo
Harry Potter #4
J. K. Rowling | Rocco | 535 pg.
"As férias de verão vão se arrastando e Harry Potter mal pode esperar pelo início do ano letivo. É o seu quarto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e há feitiços a serem aprendidos, poções a serem preparadas e aulas de Adivinhação, entre outras, a serem assistidas. Harry anseia por tudo isso. Porém, muitos outros acontecimentos surpreendentes já estão em marcha... Vocês nem podem imaginar!!"
O Cálice de Fogo, definitivamente, é o começo para uma coisa muito maior. Esqueça a moleza que foram os 3 primeiros livros e se prepare psicologicamente para coisas muito piores – não em O Cálice porque esse livro ainda é leve comparado aos próximos.

As férias de verão de Harry foram infinitamente melhores depois que os Dursley descobriram que Sirius Black, o notório assassino, é o padrinho de Harry e que, como Harry gosta de lembra-los, gosta de saber se ele está feliz. Isso fez com que os Dursley pensassem duas vezes antes de atormentar Harry como faziam antes, o que facilitou em muito a vida do garoto. Mas é claro que, mesmo assim, ele não vê a hora de se livrar dos tios e essa oportunidade surge quando os Weasley o convidam para ir com eles para a Copa Mundial de Quadribol, evento importantíssimo no mundo bruxo.

Lá, Harry tem a oportunidade de ver o desempenho de jogadores famosos e descobre várias manobras interessantes para apanhadores, o problema é que, depois do jogo, Comensais da Morte invadem o acampamento e fazem uma família de trouxas flutuar no ar, o que deixa muitos bruxos em pânico, pois os Comensais da Morte eram os seguidores de Voldemort. Deu pra entender? E tudo piora consideravelmente quando alguém conjura a Marca Negra no céu, a marca que Voldemort usava quando assassinava alguém.

Isso, é claro, são coisas que confirmam que Lorde Voldemort está ficando mais forte e que ele irá retornar, de uma forma ou de outra, mas muitas pessoas não veem assim. As coisas complicam para Harry quando seu nome é cuspido pelo Cálice de Fogo, objeto mágico que escolhe os campeões do Torneio Tribuxo. O problema é que só 3 campeões podem competir, e existe um limite de idade para isso, pois o Torneio é muito perigoso, e Harry é o quarto campeão, ou seja, como o Prof. Moody disse, alguém quer dar um jeito de acabar com Harry no Torneio e fazer com que pareça um acidente. O problema é que os alunos não veem assim e acham que Harry fez alguma coisa para entrar e conseguir mais “fama”, o que é mentira, claro. Isso dificulta a vida de Harry na escola e o fato de ele ter que ralar muito para conseguir sobreviver às provas do Torneio, sendo que ele sabe muito menos que os outros 3 competidores, torna tudo ainda mais difícil.

Certas coisas no livro me deixaram muito irritada, como por exemplo o fato de o Rony ficar de mal com o Harry por ele ter sido escolhido como campeão, o que eu achei muito infantil, pois o Rony deveria saber que o Harry nunca teria posto seu nome no Cálice sem contar a ele antes. Bobinho esse Rony, né?

Mas a premissa do livro é ótima e o jeito como a autora colocou tudo no papel foi perfeito. No fim, tudo se fechou perfeitamente – pelo menos o que dava pra fechar nesse livro – e, coisas que não entendi na metade do livro fizeram total clareza depois.

O Torneio em si foi maravilhoso. As provas foram maravilhosas e a segunda, podem acreditar, vai fazer você se inchar de orgulho do nosso Harry. Uma coisa muito legal sobre o Torneio é que alunos de outras 2 escolas participam dele, ou seja, podemos conhecer um pouquinho sobre essas escolas – não muito – e podemos ficar tentando adivinhar onde elas ficam, afinal, é segredo. Adorei essa ideia da Rowling de nos apresentar um pouquinho do mundo bruxo fora da Grã-Bretanha.

Uma coisa que me deixou completamente sem fôlego foi o final do livro, mas é claro que não posso comentar sobre, pois isso seria spoiler – mais spoilers do que já dei – e é claro que vocês não querem isso, não é? Só posso dizer que esse final foi ótimo, embora triste, e que abriu muitas portas para o desenrolar da história.

Esse livro, sem dúvidas, foi ótimo. Ele com certeza fará você ir correndo para o próximo livro de tanta curiosidade que você irá ter para saber o que irá acontecer a seguir. Perfeito!

Harry Potter:
4) O Cálice de Fogo
5) A Ordem da Fênix
6) O enigma do Príncipe
7) As Relíquias da Morte

27 junho 2013

O prisioneiro de Azkaban, J. K. Rowling

ATENÇÃO! Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores!

O prisioneiro de Azkaban
Harry Potter #3
J. K. Rowling | Rocco | 318 pg.
"Juntamente com Rony e Hermione, seus melhores amigos, Harry Potter está no terceiro ano da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Os assustadores guardas da prisão de Azkaban foram chamados para vigiar as entradas da escola, pois um perigoso assassino está foragido e tudo indica que o seu alvo é o herdeiro de Lílian e Tiago Potter. O que acontecerá com Harry diante desta ameaça?"
É fato conhecido por todos que O prisioneiro de Azkaban é o meu livro favorito da série. Ok, se vocês forem olhar o meu Skoob irão descobrir que mais da metade dos livros da série Harry Potter estão marcados como favoritos, mas, levando em consideração a divergência de acontecimentos relatados nos livros, é meio obvio que isso venha a acontecer. Porém, desde a primeira vez que li esse livro, ele se tornou instantaneamente o meu favorito e vale ressaltar que o filme, na minha opinião, foi o melhor da franquia. Então acho que vocês já sabem como é meu relacionamento com essa belezinha.

Neste volume nós acompanhamos Harry sofrendo na casa dos tios como sempre sofre em todas as férias de verão, porém, a novidade é que os Dursley recebem uma visitinha. Tia Guida. A propósito, Harry a odeia e ela é infernalmente maldosa. Do momento em que chegou até o momento em que “foi embora”, Guida cismou com Harry e disse-lhe todas as maldades que sua cabeçona gorda poderia pensar. O problema foi que, irritado, Harry acabou transformando a tia em um balão e, assustado, acabou fugindo da casa dos tios e indo parar no Nôitibus Andante (nem perguntem).

Mas tem um problema maior: Sirius Black. Black está foragido e todos que conhecem, ou julgam conhecer o passado dele, insistem que Sirius fugiu de Azkaban para dar um fim em Harry, e essas suspeitas ficam maiores quando Black é quase pego nos terrenos de Hogwarts, após tentar forçar entrada na Torre da Grifinória. É claro que Harry acaba descobrindo tudo o que tem direito sobre o homem e essas descobertas acabam trazendo sentimentos que Harry não está acostumado a ter. Além de Sirius tentando lhe matar, Harry ainda precisa enfrentar os dementadores que, curiosamente, o afetam mais do que a todos. Bem sofrida a sua vida, Harry!

Acho que o fato de o livro não tratar do Voldemort como o “grande vilão” me encantou bastante, sem falar que o Harry, além de estar mais maduro, vai descobrindo coisas sobre o passado do pai, o que deixa a história ainda mais interessante. Sem mencionar o final do livro que me deu nós no estômago durante a leitura, afinal, quando você pensa que tudo vai dar certo e se resolver na vida de Harry, tudo piora ainda mais e você fica sem saber o que fazer, com aquele aperto no coração que só os leitores sentimentais – como eu – sentem.

Depois dos dois primeiros livros, esse, realmente, foi o que mais me deixou angustiada durante a leitura. Rowling sendo maligna, como sempre.

O livro também nos trás mais novidades: novas disciplinas na escola. Podemos acompanhar Harry nas aulas de Adivinhação e Trato das Criaturas Mágicas, e podemos acompanhar a vida corrida de Hermione, que, como sempre, decidiu se matricular em todas as disciplinas e, no decorrer do livro, começou a se arrepender um pouquinho disso. Mas não muito, é claro.

As surpresas que o livro trás foram muito bem vindas e só serviram para fazer com que a leitura se tornasse ainda mais agradável – exceto nas partes angustiantes. E eu simplesmente amei a ideia da Rowling de deixar o Voldemort um pouquinho de lado e explorar um novo lado da história de Harry; um lado mais cheio de sentimentos e descobertas importantíssimas que deixam o leitor com um sorrisinho bobo no rosto. Foi bom dar uma respirada, afinal, com tudo o que acontece nos próximos livros acho que o Harry realmente mereceu essa descansada antes de todo o “negócio” começar de vez. Mas chega disso, já estou falando dos próximos e isso não está certo, os próximos é nas próximas resenha. Ponto final.

Harry Potter:
3) O prisioneiro de Azkaban
5) A Ordem da Fênix
6) O enigma do Príncipe
7) As Relíquias da Morte

26 junho 2013

A Câmara Secreta, J. K. Rowling

ATENÇÃO! Essa resenha contém spoilers de A Pedra Filosofal!

A Câmara Secreta
Harry Potter #2
J. K. Rowling | Rocco | 287 pg.
"Depois de férias aborrecidas na casa dos tios trouxas, está na hora de Harry Potter voltar a estudar. Coisas acontecem, no entanto, para dificultar o regresso de Harry. Persistente e astuto, nosso herói não se deixa intimidar pelos obstáculos e, com a ajuda dos fiéis amigos Weasley, começa o ano letivo na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. As novidades não são poucas. Novos colegas, novos professores, muitas e boas descobertas e... um grande e perigoso desafio. Alguém ou alguma coisa ameaça a segurança e a tranquilidade dos membros de Hogwarts. Como eliminar definitivamente esse mal e restaurar a paz na escola?"
É meio que impossível ler o primeiro livro dessa série e não querer ler o segundo. Lembro que, assim que terminei de ler A Pedra Filosofal, lá pros meus 11 anos, praticamente cai de joelhos na frente do meu pai implorando para ele comprar o segundo volume pra mim. O legal é que, quando ele sacou que eu estava fascinada pela história, decidiu comprar todos os volumes que faltavam pra completar a coleção e então não tive mais que implorar.

Oh, Harry! Incrível como ele se mete em confusões, até parece um imã. Enfim, nesse livro podemos acompanhar a tortura que são as férias de verão de Harry na casa dos tios e também descobrir, graças ao Dobby – um elfo doméstico –, que uma trama está em andamento, uma trama que, curiosamente, envolve Harry. Por isso, Dobby tenta desesperadamente impedir que Harry vá a Hogwarts, o que, claramente, deixa o garoto confuso, afinal, nunca se sentiu tão em casa quanto quando esteve em Hogwarts.

Harry ignora Dobby, obviamente, e vai para Hogwarts. O problema é que o aviso de Dobby tinha sim, fundamento. Coisas muito estranhas começam a acontecer em Hogwarts. Estudantes começam a aparecer petrificados e sussurros sobre uma tal de Câmara Secreta invadem a boca dos demais estudantes, fazendo com que todos entrem em um estado de pânico e o que faz com que os professores e o diretor pensem seriamente em fechar Hogwarts.

O envolvimento de Harry na trama é supimpa, o fato de ele fazer uma coisa que somente o herdeiro de Salazar Sonserina seria capaz de fazer, faz com que todos comecem a achar que fora ele que abrira a Câmara, o que causa muito tumulto na escola, ainda mais quando Harry aparece em todos os incidentes estranhos.

Achei a ideia da autora muito boa e o jeito como ela colocou a história foi perfeito, adorei o modo como ela direcionou o personagem e os leitores para o núcleo da história. Realmente, muito bem feito.

Confesso que fiquei meio confusa com todo aquele negócio do diário, o qual não irei comentar muito pois é spoiler, né galerinha! Mas, para aqueles que leram vou especificar um pouquinho, a parte do “dono do diário” e todo aquele esquema esquisito sobre a Câmara me deixou meio confusa, admito, na verdade ainda não entendi direito, não sei se isso se deve a minha lerdice quanto a história ou se isso foi uma pequena falha no livro... Não sei, deixem nos comentários a opinião sobre vocês sobre isso. Creio que isso se deva a minha lerdice mesmo. Fazer o que, não é?

Acho que não preciso nem comentar sobre os personagens, além dos que já conhecemos – Harry, Rony, Hermione e o resto da cambada – os únicos personagens “notáveis” que aparecem e que fazem diferença na história são a Gina – irmã do Rony, lembra? –, o Colin Creevey e sim, tiveram algumas aparições do Lúcio Malfoy na história, mas na verdade elas só serviram para fazer o leitor se roer ainda mais de ódio pela família Malfoy. Tal pai, tal filho. Urght!

Quanto à escrita da Rowling, só melhorou. Sabe quando você começa a rir no meio de uma cena angustiante? Aquela risada dividida entre o nervoso e “que frase engraçada, vou rir as tripas fora”? Pois é, Rowling tem esse talento.

Eu adorei a história desse livro, foi ótima e, na minha humilde opinião, ficou lado a lado com a história do primeiro (se bem que tenho uma queda por primeiros livros de séries, então não sei... O que fazer?). Mas, antes de partir, irei deixar com vocês uma frase um tanto chocante (ou não): “A Câmara dos Segredos foi aberta. Inimigos do herdeiro, cuidado!”... “Vocês serão os próximos, sangues ruins!”. Nota-se que foram duas frases, mas não resisti.

Harry Potter:
2) A Câmara Secreta
5) A Ordem da Fênix
6) O enigma do Príncipe
7) As Relíquias da Morte

A Pedra Filosofal, J. K. Rowling

A Pedra Filosofal
Harry Potter #1
J. K. Rowling | Rocco | 223 pg.
"Harry Potter é um garoto comum que vive num armário debaixo da escada da casa dos seus tios. Sua vida muda quando ele é resgatado por uma coruja e levado para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Lá ele descobre tudo sobre a misteriosa morte de seus pais, aprende a jogar quadribol e enfrenta, num duelo, o cruel Voldemort."
Minha história com os livros da série Harry Potter é antiga, conheci o bruxinho quando tinha 11 anos (curioso, não é?) graças aos filmes e, fascinada com o mundo criado pela J. K. Rowling decidi ler os livros e, como aconteceu com muitos antes de mim, posso dizer que Harry Potter abriu a minha mente para os demais livros e me guiou até os maravilhosos mundos que se encontram nas páginas amareladas dos mesmos.

Mas acho que ninguém está muito interessado em como conheci a série, portando vou pular para o que interessa e falar um pouquinho sobre o que acontece neste primeiro livro.

Harry, como vocês devem saber, é um bruxo. Ele foi "largado" na porta da casa dos tios quando tinha um ano de idade e, desde então, viveu sem entender porque seus tios o tratavam tão mal e o porque de coisas muito estranhas acontecerem com ele e com todos a sua volta. O problema é que, a princípio, ele não sabe que é um bruxo (culpem os Dursley que odeiam bruxos mais do que tudo, aparentemente) e desconhece todo o seu passado que, afinal, é a base de todos os 7 livros da série. Porém, quando cartas estranhas destinadas a ele começam a aparecer na casa dos Dursley, Harry começa a ficar desconfiado e, quando ele finalmente adquire conhecimento sobre o conteúdo dessas cartas, acaba descobrindo que ele é sim, um bruxo e que tem uma matricula na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts desde o dia em que nasceu.

Feliz por poder se livrar dos tios e aprender magia, Harry conta os dias para poder embarcar no Expresso de Hogwarts e partir para a sua tão querida escola. Já no Expresso, Harry faz duas importantes amizades: Rony Weasley e Hermione Granger, os quais o acompanharam em muitas de suas aventuras pela escola. Lá, além de aprender magia, ele descobre a verdade sobre o seu passado, a verdade que seus tios se recusavam a lhe contar. Harry sabe que, um dia, aquele que assassinou seus pais irá voltar e isso o preocupa, afinal, o objetivo do homem era matar a ele, e não a seus pais. Mas o que ele não sabe é que existe um plano maligno em andamento, e que tal plano pode colocar a sua vida e a de todos os que conhece em risco. Decidido a impedir que o mal ressurja, Harry se empenha para impedir que esse mal consiga o que quer, sem falar que, além disso, ele precisa aprender todos os conteúdos e passar nos testes, o que, para um bruxinho de 11 anos é bem complicado.

Não sei o que mais me encantou nesse livro, a história, os personagens ou a escrita da autora. Se bem que, pensando a respeito disso posso afirmar que a escrita ajudou muito. Para quem não conhece a escrita da Rowling só posso dar uma dica: assemelha-se com a escrita do Lemony Snicket. Já li resenhas em que dizem que a escrita parece com a do Rick Riordan. Discordo. Acho as duas bem distintas uma da outra; Rowling é mais sarcástica e irônica, fazendo observações engraçadas que fazem você rir até nos momentos mais angustiantes, já Riordan... não sei explicar, ao meu ver, a única semelhança entre as duas é os momentos em que você não consegue não rir com as descrições feitas. Apenas.

De qualquer forma vocês só precisam saber que a escrita da Rowling é perfeita, ponto final.

Já os personagens... Como não amar Harry? Rony? Hermione? E Dumbledore, como não amar Dumbledore??? Gente, os personagens são tão cativantes que fazem você se apaixonar por eles na hora, eu, pessoalmente, até gosto do Voldemort, então acho que vocês podem ter uma noção de como é o negócio. Se bem que de cativante o Voldy não tem nada, mas tudo bem.

Realmente não tenho o que falar sobre a obra da Rowling, na verdade faltam-me palavras para descrever com precisão a perfeição que é o mundo, a escrita e a obra que ela criou. Não discordo nem um pouco quando alguns dizem que a Rowling é uma das melhores escritoras do mundo, na verdade, tenho uma vontade enorme de socar as pessoas que discordam disso. Mas fazer o que, é a opinião delas e não posso muda-las, então só me resta soca-las mentalmente, o que é infinitamente prazeroso. Brincadeirinha!

P.S: não sei se é a edição ou a escrita da autora, mas eu realmente devorei o livro em poucas horas. Quando dei um pause pra piscar já estava pra lá da metade do livro e, puxa, foi meio assustador.

Harry Potter:
1) A Pedra Filosofal
5) A Ordem da Fênix
6) O enigma do Príncipe
7) As Relíquias da Morte

18 junho 2013

Free Four, Veronica Roth

ATENÇÃO! Essa resenha contém spoilers de Divergente!

Free Four
Trilogia Divergente #1.1
Veronica Roth | Katherine Tegen Books | 13 pg.
"#1 New York Times bestselling author Veronica Roth retells a pivotal Divergent scene (chapter 13) from Tobias's point of view. This thirteen-page scene reveals unknown facts and fascinating details about Four's character, his past, his own initiation, and his thoughts about new Dauntless initiate Tris Prior."
Antes de tudo devo dizer que Free Four é só >SÓ< o capítulo 13 do livro Divergente, a diferença é que ele é narrado pelo Tobias/Quatro. Se você quiser ler esse capítulo clique aqui.

Como eu já mencionei, Free Four é o capítulo 13 narrado pelo Quatro, ou seja, lendo-o nós podemos ter uma noção do que se passa na cabeça do Quatro quando ele testemunha o ato de coragem da Tris ao desafiar Eric e ocupar o lugar de Al em frente ao alvo da sala de treinamento, e o que ele pensou quando foi obrigado a atirar facas em sua direção. Também podemos ter uma pequena noção do sentimento que Quatro nutre pela Tris, sem mencionar o fato de que, graças a sua narrativa, descobrimos coisas sobre a Audácia e sobre alguns personagens presentes no momento do arremesso.

Gostei do fato de a autora ter se dado o trabalho de reescrever o capítulo sob a perspectiva do Quatro, achei muito inteligente, afinal, estávamos quase morrendo de tanto esperar pelo lançamento de Insurgente e então ela divulga Free Four e todos nós caímos como cães em cima do “livro”. Admito que, para mim, Free Four foi uma benção – ou uma maldição – que me fez ficar ainda mais apaixonada pelo Quatro e pela história, sem falar que minha expectativa aumentou para com o segundo livro (quase cheguei a surtar porque não o tinha em mãos).

Enfim, o fato de conhecermos melhor o Quatro graças a esse capítulo me deixou muito feliz; sempre quis saber um pouco mais sobre esse personagem misterioso que a autora criou e que foi tão bem recebido pelos fãs no primeiro livro. Confesso que consegui saciar um pouco da minha sede de Tobias.

Não tenho muito o que falar sobre, afinal, é só um capítulo sob uma perspectiva diferente, não muito diferente do que estamos acostumados a ler vindo da Veronica. De qualquer forma vale a pena ler Free Four, não é complexo como um livro, mas é gostoso de ler, eu, pelo menos, adorei!

Trilogia Divergente:
[1.1) Free Four]
3) Allegiant

17 junho 2013

Insurgente, Veronica Roth

ATENÇÃO! Essa resenha contém spoilers de Divergente!

Insurgente
Trilogia Divergente #2
Veronica Roth | Rocco | 509 pg.
"Uma escolha pode te destruir. Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a aguardada continuação da série de distopia que se tornou o novo fenômeno do disputado mercado Young Adult após Jogos Vorazes, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama – e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor. Dividida entre a verdade e magoar aqueles que mais ama. Com mais de 2,5 milhões de exemplares vendidos, Divergente é a próxima grande franquia nos cinemas, com estreia prevista para março de 2014."
Não sei se você leu a minha resenha de Divergente, mas se leu, certamente percebeu a minha ansiedade para ler Insurgente. Pois é. Eu o li. Mas antes de você saber o que eu achei que tal saber um pouco mais sobre o que se passa nesse segundo livro da trilogia?

Insurgente começa onde Divergente terminou, com Tris, Quatro, Marcus, Caleb e Peter indo para a Amizade em busca de abrigo. Eles o conseguem, mas, como a Amizade não tolera violência e, como sabemos, a Audácia praticamente não consegue viver sem, Tris e Quatro decidem sair da facção antes de se meterem em confusão e acabarem ferrando todo mundo.

Como sabemos, a cidade está um caos. Graças à destruição da Abnegação e a tirania da Erudição, as demais facções se viram tendo de tomar partido na luta pelo poder e pela liberdade. Até os sem-facção entram nessa, mas não irei me aprofundar nisso, pois se não acabarei soltando algum spoiler. Enfim, depois de presenciar o assassinato de vários membros da Abnegação e depois de ter matado seu melhor amigo, Will, Tris não consegue nem chegar perto de uma arma e acaba pondo sua vida e a de todos ao seu redor em risco por causa disso. Desesperada e com um certo “pensamento suicida” na cabeça, Tris põe em risco sua vida sempre que pode, o que acaba deixando Quatro louco e fazendo com que os dois discutam sem parar o livro INTEIRO. Sem falar que o fato de ambos esconderem coisas um do outro não ajuda muito.

Com a Erudição querendo acabar com os Divergentes e tentando controlar todos os moradores da cidade, os membros restantes da Abnegação e da Audácia (pelo menos aqueles que não viraram a casaca) se vêm obrigados a pedir ajuda para os membros da Franqueza, mas estes, covardes demais para enfrentar uma boa briga, se mostram relutantes em ajudar com exceção de oferecer abrigo, assim como a Amizade. Sem ter a quem recorrer, eles precisam confiar em si mesmos para vencer essa batalha, mas segredos enigmáticos e traições assombram o coração e a mente dos envolvidos, o que torna tudo muito mais difícil e perigoso.

Sim, eu pirei de novo lendo esse livro. O fato de Tris visitar as demais facções me deixou completamente atenta as descrições que a autora fez e, em suas excursões para a Amizade, Franqueza e Erudição (sem contar Audácia e Abnegação), eu me vi com os olhos pregados nas páginas do livro contente pela oportunidade de me aprofundar mais nesse universo criado pela Veronica. Particularmente eu amei a sede da Amizade, deve ser muito linda, e adorei o fato de a entrada do prédio da Erudição ser uma biblioteca <3

A única coisa que me deixou com um pé atrás em relação ao livro e que me fez cogitar em dar um 4 em vez de um 5 foram todas as discussões entre a Tris e o Quatro, sem falar que esse “pensamento suicida” da Tris fez com que ela fizesse cada burrada que, nossa! Mas o Quatro também não se safa nesse quesito, puta que pariu! De qualquer modo, dei um 5 porque achei que a história merecia, apesar disso.

Nesse segundo volume temos a oportunidade de conhecer outros personagens e de nos aprofundar mais ainda nos antigos, conhecendo-os melhor e até mesmo entendendo-os de uma forma que não conseguiríamos se dependêssemos só do primeiro volume para isso. Um exemplo claro foi o Peter, que, apesar de continuar um idiota, me surpreendeu bastante no desenrolar da história (se bem que eu desconfiei que aquilo iria acontecer, mas tudo bem, foi uma surpresa mesmo assim).

Outra coisa que me deixou bastante surpresa foi o rumo que a história tomou para o terceiro e último volume da trilogia, não suspeitava que aquilo iria acontecer, na verdade, nem sequer tentei imaginar o que a autora estava programando para o próximo livro, foi uma surpresa, realmente, mas uma surpresa boa, pois a premissa para o terceiro livro parece ser ótima e estou torcendo para que a autora não desande com a história, afinal, merecemos algo digno.

Falando da autora, não posso deixar de comentar o quão perfeita foi a sua narrativa nesse livro, incrível! Até parece que ela nasceu para escrever. Eu, pessoalmente, amo a escrita da Veronica e, independente dos livros que ela vir a escrever, pode acreditar que irei lê-los, vale a pena só pela escrita fenomenal que ela tem.

O final do segundo livro, assim como o do primeiro, foi “bombástico”, fazendo com eu me revirasse na cama só de pensar no quanto falta até eu poder ter o terceiro livro em mãos. Veronica abusando de mim, até quando?

Trilogia Divergente:
[1.1) Free Four]
2) Insurgente
3) Allegiant

13 junho 2013

Divergente, Veronica Roth

Divergente
Trilogia Divergente #1
Veronica Roth | Rocco | 500 pg. 
"Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive."
Se me lembro bem Divergente foi o segundo livro no estilo distópico que li, o primeiro foi Jogos Vorazes, então dá pra imaginar o quanto o livro é especial pra mim, além de me mostrar as maravilhas das histórias desse gênero ele me prendeu de um jeito que... Nossa!

O livro conta a história de Beatrice Prior, ou Tris para os membros de sua nova facção. Ela é uma garota normal em um mundo diferente do nosso. Mas diferente por quê? Pois é, como todo livro distópico que eu conheço, esse se passa no futuro, mais precisamente em Chicago e, nesse mundo futurístico a cidade é dividida em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza –, essas facções são essências para os moradores da cidade, sem elas eles não são nada e muitos preferem a morte a ficar sem uma facção. Pra você ter uma noção, existe um ditado muito utilizado no decorrer do livro que é assim: “facção antes do sangue”. Entendeu a maluquice?

Para entrar em uma determinada facção a pessoa precisa passar por um teste de aptidão, que é uma simulação que se passa na cabeça da pessoa e, dependendo das atitudes dela, uma facção é escolhida e é para essa facção que a pessoa terá de ir, pois ela está mais inclinada a seguir os valores dela e assim será mais fácil se habituar aos seus costumes. Mas não é isso o que acontece com Tris; seu teste de aptidão mostra que ela tem inclinação para três facções: Abnegação, Audácia e Erudição. Ou seja, ela é Divergente. Mas a Divergência é algo extremamente perigoso nesse lugar e, se ela não tomar cuidado, poderá acabar sendo morta por aqueles que não toleram pessoas que não podem ser controladas, os Divergentes. Correndo um risco enorme, Tris também precisa decidir para qual facção ela irá e sua escolha acaba acarretando diversos acontecimentos envolvendo a sua iniciação e descobertas sobre um plano que poderá mudar as coisas para pior nesse sistema controlador.

Sim, sim, SIM! Eu sei que a premissa é maravilhosamente encantadora e sim, eu também surtei quando li a sinopse do livro e sim eu surtei mais ainda com a capa e é, você não está sozinho!!!

Eu simplesmente pirei lendo esse livro! Ele é muito bom, você não tem noção! Ok, talvez eu esteja exagerando porque existem coisas muito chatas na história, mas eu simplesmente não consigo não gostar do livro. É impossível pra mim, entende?!

Amei tudo, desde a vida da Tris na Abnegação até sua iniciação na facção que escolheu, e também amei, AMEI, o final do livro. Gente?! Que final foi aquele, meu coração quase saiu pela boca e foi passear na lua, sério. A única coisa que me deixou muito puta foi o fato da Tris ficar batendo na mesma tecla o tempo todo em relação a “sexo”. Ninguém merece. Coisa de adolescente besta, sério. Odeio quando os autores fazem isso nos livros, até parece que eu tô lendo um livrinho estilo Pretty Little Liars que eu odeio, admito. Mas tudo bem, nada que MUITA AÇÃO não resolva. O livro tem muita ação, você não tem ideia, é ação pra todo lado que você olhar, você não sabe de onde tá vindo tanta ação. Ok, exagerei de novo, mas o fato é que, desde que a Tris entra na facção e começa sua iniciação é ação praticamente o tempo todo, poucas partes do livro são amenas, sério.

Outra coisa que eu amei foi a escrita da Veronica. Maravilhosa! Não sei se também aconteceu com vocês que leram, mas comigo foi o seguinte: comecei a ler, pisquei, capítulo 15, pisquei de novo, última página do livro. Não entendi como isso aconteceu, mas tenho fortes suspeitas que isso se deu graças a combinação de escrita da Veronica + história perfeita. Teria terminado o livro em uma noite se eu não tivesse que puxar o freio porque, se não, não teria nada para ler no fim de semana.

Mas acho que já deu pra perceber o quanto eu amei o livro, não é? Então vamos falar da protagonista e das facções.

O negócio com a Tris é o seguinte: sem sentimentos. Sério, teve cada acontecimento gritante no livro e a Tris não conseguia se comover com aquilo, ela simplesmente não conseguia e chegava a se perguntar o que havia de errado com ela por causa disso. Pra você ter uma noção, tenho um amigo que chegou a me dizer que não gostou da Tris por causa disso. Patético, Tris é vida <3 Sei que muitos vão odiá-la por causa disso, mas eu não. Eu a amei por causa disso. Ela não é como outras personagens que choram mares por causa de uma merdinha que aconteceu. A Tris é forte, sem sentimentos talvez, mas forte. Ela sabe se segurar e isso me fez babar aos pés dela. Não consigo explicar, mas eu amo a Tris!

Já as facções é mais simples. Vou falar sobre cada uma separadamente e dizer o que elas valorizam. Apenas. Se quiserem saber mais vão ler/pesquisar/e o caralho a quatro. Quatro, hmmm! Leitores de Divergente entenderão. Você pode ver os símbolos das facções clicando aqui.

Abnegação: essa é a facção na qual Tris cresceu, ela, acima de tudo, valoriza o altruísmo e despreza o egoísmo. Seus membros vivem na simplicidade. Como pensam nos outros, seus membros são os líderes, eles “governam” a cidade e tomam as decisões para o bem-estar de todos. Seu símbolo são duas mãos estendidas envolvidas por um círculo.

Amizade: o próprio nome já diz, eles presam a amizade acima de tudo. Seus membros vivem rindo e se divertindo, eles possuem plantações que abastecem toda a cidade e dependem da Erudição para aperfeiçoar o plantio e etc. Seu símbolo é uma árvore envolvida por um círculo.

Audácia: essa facção valoriza a audácia e a coragem. Seus membros são treinados para lutar e superar seus medos, eles protegem a cidade dos perigos de fora (sabe-se lá quais sejam). Seu símbolo é uma bola de fogo envolvida por um círculo.

Erudição: valoriza a inteligência. Seus membros são grandes cientistas e estudiosos que tentam melhorar a vida das pessoas da cidade e trazer prosperidade para os mesmos. Seu símbolo é um olho envolvido por um círculo.

Franqueza: valoriza a verdade acima de tudo. Seus membros são proibidos de mentir e falam tudo o que vem em suas cabeças e, para chegar a tal ponto, eles precisam passar por um teste envolvendo um soro da verdade, pois acreditam que, se a pessoa contar todos os segredos na frente de todos, não terá porque mentir futuramente. Esquisito, eu sei. Seu símbolo é uma balança pensando o valor da verdade e o da mentira envolvida por um círculo.

Admito que eu demorei um bom tempo para decorar os nomes, valores e símbolos de todas as facções, mas consegui, haha! O interessante do livro são elas, que fazem toda a diferença no modo como as pessoas vivem e interagem entre si, a premissa da trilogia na verdade é a disputa entre essas facções e eu estou completamente ansiosa para ver o que a autora pretende fazer com essa premissa. Que venha Insurgente!

Sei que a resenha ficou gigante demais, desculpem por isso, mas não resisti!

Trilogia Divergente:
1) Divergente
[1.1) Free Four]
2) Insurgente
3) Allegiant